Depois dos 3 a 0 sobre o Haiti, o Brasil vive a expectativa de mais uma boa atuação da Amarelinha contra a Escócia, nesta quarta-feira (24). Em caso de vitória, a seleção pode garantir a classificação em 1º lugar no Grupo C, enfrentando um adversário mais fraco na fase de 16avos.
Além de definir a posição do Brasil no mata-mata, o jogo desta noite deve marcar a estreia de Neymar na Copa do Mundo 2026. Segundo o treinador Carlo Ancelotti, o camisa 10 treinou bem com o grupo durante a semana e será relacionado. Neymar não começa a partida como titular, mas a tendência é que o craque ganhe minutos no segundo tempo.
Classificação
Avançando em primeiro lugar, além de enfrentar o segundo colocado do Grupo F, a seleção não precisará viajar para o México na próxima fase e poderá manter sua base de treinamento nos EUA, como gostaria a comissão técnica.
O adversário, neste caso, pode ser Holanda, Japão ou Suécia, a depender do resultado da última rodada da fase de grupos. Em caso de classificação em segundo lugar, o Brasil enfrenta a seleção com mais pontos entre os três.
Com a expansão da Copa para 48 seleções, classificam-se os oito melhores terceiros. A Seleção Brasileira já tem 4 pontos, por isso, em caso de derrota para a Escócia, ainda deve se classificar. Caso isso aconteça, a Amarelinha enfrenta Alemanha, França ou México nos 16avos.
Como garantir a 1ª colocação
No momento, o Brasil tem a mesma quantidade de pontos que o Marrocos (4), ambos com uma vitória e um empate. Entretanto, a pentacampeã ocupa o 1º lugar graças ao saldo de gols.
Caso o Brasil vença a Escócia pelo placar mínimo, os marroquinos precisam de pelo menos um 4 a 0 sobre o Haiti, para ultrapassar a Canarinha. Um empate com a Escócia também pode bastar para terminar em 1º, desde que o Marrocos não vença o Haiti.
Os dois jogos da terceira rodada de cada grupo acontecem ao mesmo tempo. Portanto, Brasil x Escócia, Marrocos x Haiti, começam juntos, às 19 horas.
Hierarquicamente, o primeiro critério de desempate na Copa do Mundo é o confronto direto, mas como Brasil e Marrocos empataram em 1×1, seguem os outros fatores:
- Saldo de gols no grupo;
- Número de gols pró;
- Melhor índice disciplinar (cartões amarelos e vermelhos recebidos por jogadores e membros da comissão técnica);
- Posição no ranking oficial da Fifa.
Duelo
A partida desta noite entre Brasil e Escócia, acontece no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, na Flórida, estádio dos Miami Dolphins da National Football League (NFL). O palco tem capacidade de 65.326 torcedores e expectativa de casa cheia.
Retrospecto
Das seleções do Reino Unido, a Escócia, juntamente com a Inglaterra, são as equipes que o Brasil mais enfrentou em Copas, com 4 duelos cada. No caso dos escoceses, o aproveitamento é muito favorável, quatro encontros, todos na fase de grupos, 3 vitórias e 1 empate.
- 1998 (França): Brasil 2 x 1 Escócia
- 1990 (Itália): Brasil 1 x 0 Escócia
- 1982 (Espanha): Brasil 4 x 1 Escócia
- 1974 (Alemanha): Escócia 0 x 0 Brasil

Além dos Mundiais, as equipes se enfrentaram seis vezes, com cinco vitórias brasileiras e um empate.
- 2011 (Amistoso): Brasil 2 x 0 Escócia
- 1987 (Amistoso): Escócia 0 x 2 Brasil
- 1977 (Amistoso): Brasil 2 x 0 Escócia
- 1973 (Amistoso): Escócia 0 x 1 Brasil
- 1972 (Taça Independência): Brasil 1 x 0 Escócia
- 1966 (Amistoso): Escócia 1 x 1 Brasil
11 inicial
Apesar dos cartões amarelos de Douglas Santos e Casemiro, Ancelotti descartou poupá-los nesta partida. Segundo o treinador, o foco da equipe é vencer, sem pensar em pendurados.
Após a lesão de Raphinha, o italiano testou Luiz Henrique e Rayan na ponta direita, mas a escolha parece ter sido pela jóia vascaína.
A confirmação do time acontece somente na preleção, cerca de três horas antes do jogo.
Provável escalação: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr.

Sem a classificação garantida, a Escócia deve ir com força máxima para tentar tirar pontos da Seleção Brasileira. A equipe venceu o Haiti por 1 a 0 e saiu derrotada do confronto contra o Marrocos, também pelo placar mínimo.
A equipe tende a se defender em bloco baixo e tentar ferir o Brasil em ligações diretas e armações rápidas de contra-ataque, como contra o Marrocos. Apesar da tendência defensiva, o técnico Steve Clarke deve abandonar o pragmatismo e tentar ocupar mais o campo de ataque, para buscar a classificação.
Provável escalação: Gunn; Patterson, Hendry, Hanley, Robertson; McTominay, Ferguson, Christie; McGinn, Adams, Doak.
















