A madrugada desta segunda-feira (11/5) foi de desespero e perda imensurável para a classe artística no Nordeste. Um incêndio de grandes proporções destruiu completamente as instalações do “Circo do Tirú”, complexo de entretenimento liderado pelo humorista Tirullipa. A lona e os equipamentos estavam montados desde março no estacionamento da Arena das Dunas, na cidade de Natal (RN). O fogo, que teve início por volta das 4h30, reduziu a cinzas um dos espetáculos itinerantes mais caros e tecnológicos em operação no país.
Alívio e Vidas Salvas
Apesar do cenário de destruição total que amanheceu na capital potiguar, o sentimento principal relatado pela equipe foi de gratidão. Como o incêndio ocorreu durante a madrugada, não havia espetáculo em andamento e as chamas não atingiram os alojamentos de forma a causar tragédias humanas. Tirullipa fez questão de ressaltar que a integridade física de sua equipe foi a sua maior vitória. “A perda foi grande, mas o ganho foi muito maior: o ganho das vidas. […] Eu falei pra eles: ‘não se preocupem. A gente faz um pano de roda e vai se apresentar em qualquer praça. Vocês não estão desabrigados”, garantiu o humorista em um desabafo emocionado.
Destruição e Prejuízo Milionário
O impacto financeiro, no entanto, é devastador. Projetado para rivalizar com espetáculos internacionais, o circo operava com equipamentos de ponta que foram totalmente perdidos. Tirullipa detalhou que o prejuízo ultrapassa a marca de R$ 10 milhões, podendo chegar a R$ 13 milhões. “A gente tinha projeção aqui igual à da Disney. […] Iluminação de primeira qualidade, LEDs de última geração”, explicou. O fogo também consumiu o guarda-roupa da trupe. Apenas os figurinos luxuosos, assinados pelo carnavalesco Bruno Oliveira (o mesmo que veste a atriz Paolla Oliveira), custaram mais de R$ 500 mil e viraram cinzas na tragédia.
Solidariedade e Apelo ao Setor
Diante da fatalidade, uma forte rede de apoio se formou imediatamente na cidade. O humorista agradeceu o carinho e a solidariedade do povo potiguar, que se mobilizou oferecendo roupas, mantimentos e abrigo para a trupe afetada. O proprietário do circo aproveitou a grande visibilidade do desastre para fazer um apelo direto às autoridades do país. Tirullipa pediu que os governantes abram as portas para a arte e diminuam o preconceito histórico contra os circenses, destacando a dificuldade que muitos enfrentam para conseguir o mínimo de estrutura, como água e luz, ao chegarem nas cidades pelo interior do Brasil.
















