Maringa

Hospitais e UPAs de Maringá estão superlotados por alta de doenças respiratórias; secretário faz alerta

Hospitais e UPAs de Maringá estão superlotados por alta de doenças respiratórias; secretário faz alerta
O início do período de frio acendeu um sinal de alerta máximo na saúde pública e privada de Maringá. Um forte aumento nos atendimentos de síndromes respiratórias provocou a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Zona Norte e Zona Sul, além dos prontos-socorros de hospitais públicos e particulares da cidade.

Segundo o secretário de Saúde de Maringá, Antônio Carlos Nardi, a taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTI (adultos e pediátricos) atingiu o limite. A situação é tão crítica que, no momento, o município enfrenta dificuldades para abrir novas vagas de urgência e emergência para pacientes que chegam em estado grave.

Para evitar um colapso completo, a recomendação das autoridades é que as pessoas que apresentarem sintomas leves evitem ir direto às UPAs – onde o tempo de espera pode passar de várias horas – e adotem cuidados preventivos em casa, como hidratação constante e higienização das mãos.

Vacinação contra a gripe está travada em 52%

A principal preocupação da Secretaria de Saúde é a baixa adesão à campanha de vacinação contra a gripe (Influenza). Mesmo com as UPAs lotadas, a cobertura vacinal em Maringá travou na casa dos 52% do público-alvo, um índice considerado muito baixo.

Por determinação do Ministério da Saúde, as doses continuam restritas exclusivamente aos grupos prioritários, que incluem:
 

  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • Gestantes e puérperas;
  • Professores e profissionais de saúde;
  • Caminhoneiros e trabalhadores da limpeza pública;
  • Pessoas com comorbidades (hipertensos, renais crônicos, pacientes oncológicos).
A vacina é totalmente gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além da Sala de Vacina Central (localizada na Avenida Prudente de Morais, anexo à Secretaria de Saúde), que atende em horário estendido das 7h30 às 17h30. As autoridades reforçam que a vacina não impede 100% o contágio, mas evita que a doença evolua para casos graves e precise de internação em UTI.

Assista abaixo, mais detalhes da entrevista concedida pelo secretário à Rádio Pinga Fogo FM.