Esportes

Zidane vai dirigir a França, ganhando menos que técnicos de clubes no Brasil

Zidane vai dirigir a França, ganhando menos que técnicos de clubes no Brasil

Tempo de leitura: min

A inflação dos vencimentos no futebol atingiu cifras impressionantes no comando técnico. Em um cenário global em que um treinador de renome internacional como Zinedine Zidane, contratado essa semana pela Federação francesa para dirigir a seleção, atinge patamares na casa dos R$ 1,7 milhão mensais, o futebol brasileiro mostra que a elite de seus bancos de reservas já opera em uma realidade financeira equivalente ou superior.

No topo absoluto dessa pirâmide, Carlo Ancelotti ultrapassa com folga a marca dos R$ 4,5 milhões mensais à frente da Seleção Brasileira. Contudo, a grande transformação está na Série A do Brasileirão: atualmente, cerca de cinco a seis treinadores no país recebem salários iguais ou superiores aos ganhos de Zidane.

Os professores

Nomes como Abel Ferreira (R$ 3 milhões no Palmeiras), Leonardo Jardim e Artur Jorge (R$ 2,5 milhões cada no Flamengo e Cruzeiro), além de Dorival Júnior e Luís Castro (R$ 2 milhões), superam a marca do francês. Já Renato Gaúcho igualaria a prateleira ao faturar R$ 1,7 até recentemente dirigindo o Vasco da Gama.

Há de se observar que, em muitos casos, esses técnicos atuam em clubes que, na maioria das vezes apresentam sérios problemas financeiros, chegando à atrasar folha de pagamento dos atletas.

Com R$ 1 milhão outra dezena de técnicos

Somado aos salários fixos, praticamente todos os contratos atuais incluem gatilhos contratuais e bônus por produtividade — como conquistas de títulos continentais ou nacionais — que elevam substancialmente os vencimentos anuais. O investimento reflete um mercado nacional disposto a pagar cifras de patamar europeu para garantir competitividade à beira do gramado.