Uma história envolvendo uma perna amputada chamou a atenção de moradores de Maringá nesta semana e gerou dúvidas entre muitas pessoas. A informação de que o membro teria sido sepultado com direito a uma cerimônia de despedida causou surpresa e levantou questionamentos sobre como funciona esse tipo de procedimento.
Após a repercussão, a reportagem buscou esclarecer todos os detalhes do caso e conversou com o Prever, único serviço funerário particular de Maringá, para entender como ocorre a destinação de membros amputados e quais são os procedimentos previstos.
Segundo o serviço funerário, o caso teve uma mudança importante: a perna não chegou a ser encaminhada para o sepultamento. O Prever informou que não realizou o procedimento e que o membro não foi recebido pela empresa. A avaliação é de que pode ter ocorrido uma falha de comunicação entre a unidade hospitalar, o paciente e os familiares sobre a destinação após a amputação.
A situação pode ter ocorrido porque, quando uma amputação é realizada, o hospital segue protocolos próprios para a destinação do membro. Caso o paciente ou a família tenham interesse no sepultamento, essa decisão precisa ser comunicada antes do procedimento.
Como funciona o sepultamento de um membro amputado?
Apesar de causar estranhamento, o sepultamento de membros amputados é um procedimento permitido e reconhecido pelas normas sanitárias brasileiras. Após uma amputação, o hospital emite a documentação necessária para definir a destinação do membro. Entre as possibilidades estão o descarte hospitalar adequado, o sepultamento, a cremação quando disponível ou até a utilização em instituições de ensino e pesquisa, conforme autorização.
Quando a família opta pelo sepultamento, o membro é encaminhado ao serviço funerário com a documentação médica e segue para o cemitério dentro dos protocolos estabelecidos. Como não existe falecimento, não há emissão de certidão de óbito nem registro em cartório.
Por que famílias escolhem sepultar membros amputados?
A decisão geralmente está ligada a motivos pessoais, religiosos, culturais ou emocionais. Algumas famílias desejam preservar a integridade do corpo ou manter o membro junto a um jazigo familiar. Outras seguem orientações de suas crenças ou tradições.
Segundo o serviço funerário, embora seja um procedimento legal, ele acontece de forma pouco frequente e costuma gerar dúvidas justamente por ser desconhecido pela maioria da população.
















