Maringá registrou rajadas de ventos de 52,6 km/h na manhã desta sexta-feira, 17, conforme dados das estações meteorológicas do Simepar. A cidade está entre os municípios paranaenses que já tiveram ventos acima dos 50 km/h, em um evento que deve se intensificar e se prolongar até a próxima segunda-feira, 20.
Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os ventos fortes atingem praticamente todas as regiões do estado, com maior intensidade no Oeste e Sudoeste, onde há risco elevado de destelhamentos, queda de galhos e árvores. Apesar da força dos ventos, não há previsão de chuva para os próximos dias.
Além de Maringá, as maiores rajadas registradas até as 12h30 desta sexta-feira foram:
- Ubiratã: 65,9 km/h, às 10h;
- Cascavel: 63,7 km/h, às 9h30;
- Palmas (Horizonte): 61,2 km/h, às 12h;
- Altônia: 61,2 km/h, às 12h30;
- Toledo: 55,8 km/h, às 10h45;
- Santa Helena: 54,4 km/h, às 11h;
- Loanda: 51,8 km/h, às 11h15;
- Laranjeiras do Sul: 51,1 km/h, às 11h;
- São Miguel do Iguaçu: 50,8 km/h, às 12h30.

Maringá deve continuar com ventos fortes
Embora o maior risco esteja concentrado no Oeste e Sudoeste do Paraná, o Simepar prevê que os ventos continuarão persistentes também no Norte e Noroeste do estado, incluindo Maringá.
No sábado, 18, e no domingo, 19, as rajadas mais intensas devem ocorrer entre o fim da manhã e o início da tarde. Já na segunda-feira, 20, praticamente todas as regiões do Paraná, com exceção do Litoral, poderão registrar rajadas superiores a 45 km/h.
“A intensificação dos ventos está associada à atuação de um centro de baixa pressão sobre os países vizinhos. Embora esse sistema não avance em direção ao Paraná e, por isso, não provoque chuva no estado, ele aumenta a diferença de pressão atmosférica entre as regiões. Esse gradiente de pressão acelera o deslocamento do ar, favorecendo ventos mais intensos e persistentes”, explica Bianca de Angelo, meteorologista do Simepar.
A especialista ressalta ainda que o diferencial deste episódio é sua duração. “O destaque deste evento é justamente sua longa duração, com ventos intensos persistindo por vários dias consecutivos”, destaca Bianca.
Oeste concentra maior risco de danos
O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil, aponta risco muito alto para destelhamentos, queda de galhos e árvores na faixa entre Foz do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, passando pela região abaixo de Cascavel.
O risco é considerado alto em parte do Oeste e Sudoeste, moderado no Centro-Sul e em parte do Oeste, e baixo nas regiões Leste e Norte do Paraná. Apenas o Norte Pioneiro e o Litoral permanecem fora das áreas de risco nesta sexta-feira.
Calor ganha força em pleno inverno


Além dos ventos, o Paraná também enfrenta um período de aquecimento incomum para esta época do ano. As temperaturas mínimas desta sexta-feira já ficaram acima das registradas ao longo da semana, com cidades do Oeste amanhecendo com mais de 20°C.
“O escoamento de ventos do quadrante norte favorece transporte de ar mais quente para o Estado, promovendo uma elevação gradual das temperaturas mínimas”, diz Bianca.
As temperaturas máximas devem superar os 30°C em Maringá e outros municípios do Noroeste, Oeste e parte do Sudoeste, como Icaraíma, Palotina, Santa Helena e Capanema. No domingo, algumas cidades do Noroeste poderão ultrapassar os 32°C.
Na segunda-feira, o calor se espalha ainda mais pelo Paraná, com máximas acima de 30°C previstas também para cidades do Norte, Oeste, Sudoeste, Noroeste e até do Litoral.
“Nas demais regiões as temperaturas ficam um pouco mais amenas, mas ainda acima da média observada nos últimos dias”, afirma Bianca.
O Simepar informou que já monitora a mudança das condições atmosféricas e prevê o retorno das chuvas ao Paraná a partir da próxima semana. Novos boletins meteorológicos deverão ser divulgados nos próximos dias.
















