Policia

alunos denunciam escola de gastronomia em Maringá

Foto: Magnific | Imagem ilustrativa

A Polícia Civil de Maringá, por meio da Delegacia de Estelionato, está apurando denúncias envolvendo uma escola de gastronomia da cidade. Estudantes relatam que tiveram prejuízos após pagar pelo curso, mas a instituição teria fechado as portas sem concluir as atividades previstas. De acordo com informações apuradas pelo GMC Online nesta terça-feira, 7, nove boletins de ocorrência já foram registrados contra a escola. A Polícia Civil deve instaurar um inquérito para investigar o caso e apurar se houve crime.

Empresa afirma que assumiu escola endividada e nega golpe

Procurada pela reportagem do Portal GMC Online, a empresa se manifestou por meio de nota e afirmou que o encerramento das atividades ocorreu em razão da inviabilidade financeira da operação. Segundo a empresa, a unidade teria sido assumida por novos proprietários em dezembro do ano passado, já com uma dívida próxima de R$ 400 mil, acumulada pela gestão anterior.

Ainda conforme a nota, os novos responsáveis tentaram manter as atividades da escola e dar continuidade aos cursos, mas a situação financeira teria impedido a permanência das operações. “Essa escola foi assumida com quase meio milhão de reais em dívidas. Tentamos dar continuidade ao trabalho e as aulas estavam acontecendo normalmente, mas financeiramente a operação não conseguiu se manter de pé”, informou a empresa.

A empresa afirmou ainda que está entrando em contato individualmente com os estudantes para buscar formas de ressarcimento. De acordo com a manifestação, alunos que realizaram pagamentos via cartão de crédito estão recebendo orientações para contestar as cobranças junto às operadoras, enquanto aqueles que pagaram via boleto tiveram os pagamentos cancelados.

Já os estudantes que efetuaram pagamentos por Pix estariam sendo incluídos em um processo de parcelamento para devolução dos valores. A empresa informou ainda que utensílios e materiais pertencentes à escola estão sendo vendidos para auxiliar no pagamento dos ressarcimentos aos alunos afetados. Por fim, a direção negou que tenha havido intenção de lesar consumidores.

“Não tem nada de golpe ou de lesar alunos. Pelo contrário. Foi uma operação assumida com um passivo muito grande e que não conseguiu se sustentar financeiramente. Mesmo assim, estamos dando suporte aos alunos e enviando comunicados sobre o encerramento das atividades”, declarou a empresa.

A Polícia Civil seguirá com a coleta de depoimentos e documentos para esclarecer as circunstâncias do caso e definir as responsabilidades dos envolvidos.