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Fechamento da única agência própria dos Correios em Sarandi gera protestos

Fechamento da única agência própria dos Correios em Sarandi gera protestos
A decisão da direção nacional dos Correios de encerrar as atividades da única agência própria instalada em Sarandi provocou uma onda de indignação na cidade. Servidores da estatal e lideranças comunitárias realizaram um ato de protesto na Câmara Municipal, onde os vereadores aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio contra a medida. O encerramento definitivo das atividades da unidade está agendado para a próxima quinta-feira, dia 28.

A medida faz parte de um plano de reestruturação nacional da empresa pública que prevê o fechamento de mais de mil agências em todo o país, sendo cerca de 50 apenas no estado do Paraná. De acordo com os manifestantes, o anúncio foi feito de forma abrupta, “de cima para baixo”, por meio de um aviso impresso fixado na porta do estabelecimento, sem qualquer diálogo prévio com funcionários, sindicato ou com as autoridades municipais.

Embora Sarandi conte com uma agência franqueada (terceirizada), críticos ao fechamento alertam que o modelo privado foca exclusivamente em serviços postais lucrativos. Com isso, os moradores perderão o acesso a serviços de caráter social oferecidos apenas pela unidade própria.

Elizabeth Ortiz, presidente do sindicato da categoria, esteve na cidade e ressaltou a importância da agência própria, que atua como um ponto de atendimento indispensável para o município, que sequer possui uma sede do INSS. Assista a entrevista abaixo

O vereador Bianco, proponente da moção de repúdio, destacou que o fechamento é um retrocesso injustificável para Sarandi, uma das cidades que apresenta maior crescimento demográfico no estado. “Muitos idosos que não sabem mexer no celular recorrem aos Correios para resolver questões do INSS. É um duro golpe contra os moradores de Sarandi e nós vamos lutar até o fim”, disse o parlamentar.

Outro ponto de forte contestação é a justificativa financeira para a decisão. Segundo o sindicato, a agência de Sarandi é autossustentável e gera lucros para a estatal, sendo incluída no corte sem critérios técnicos locais plausíveis.

O funcionalismo local será remanejado compulsoriamente para agências de municípios vizinhos, embora os trabalhadores ainda não tenham recebido as portarias oficiais detalhando suas novas lotações ou as condições dessas transferências. A mobilização política na região agora busca pressionar a direção estadual dos Correios para suspender o fechamento às vésperas do prazo final.