Maringa

Ex-assessor denuncia vereadora por assédio moral e suposta "rachadinha"

Ex-assessor denuncia vereadora por assédio moral e suposta "rachadinha"

Os bastidores políticos de Maringá foram abalados após a formalização de uma denúncia grave contra a vereadora Professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT). Um ex-assessor do gabinete, exonerado ontem (5), formalizou uma denúncia contra a parlamentar, com acusações de assédio moral e suposta exigência de repasse de parte do salário, prática popularmente conhecida como “rachadinha”.

A denúncia foi protocolada oficialmente na Câmara Municipal de Maringá e teria sido levada ao Ministério Público. O caso veio à tona após um episódio tumultuado nos corredores do Legislativo, onde o denunciante teria manifestado publicamente sua indignação logo após ser exonerado.

Antes de formalizar a denúncia, o assessor chegou a publicar em suas redes sociais uma imagem provocativa sobre assédio moral no ambiente de trabalho. Curiosamente, a foto foi tirada em frente ao próprio gabinete da vereadora, onde um cartaz informativo sobre o tema está afixado.

A Professora Ana Lúcia Rodrigues nega veementemente todas as acusações. Em nota oficial (Leia na íntegra abaixo), sua assessoria jurídica classificou as denúncias como “improcedentes e destituídas de fundamento”, sugerindo que a ação é uma tentativa de “desgaste político” em um ano de pré-campanha.

A defesa alega que a exoneração de Vinícius foi um ato discricionário motivado por “critérios técnicos e quebra de confiança”. Além da nota, a vereadora compareceu à delegacia de polícia para registrar um Boletim de Ocorrência contra o ex-assessor por calúnia e ataques à sua honra.

Posicionamento da Câmara Municipal

A presidente da Câmara, Vereadora Majô, confirmou o recebimento de um protocolo envolvendo um vereador e um assessor, mas ressaltou a necessidade de cautela e sigilo para garantir o direito à ampla defesa e a integridade do processo . “Precisamos averiguar os fatos e, se necessário, encaminhar para a corregedoria da Casa”, afirmou a presidente em entrevista à Pinga Fogo FM.

O caso agora deve seguir para a análise do setor jurídico da Câmara e, possivelmente, para o corregedor da Casa, o vereador Mário Verri. Se as provas forem consideradas consistentes, a parlamentar poderá enfrentar um processo de cassação de mandato. Por outro lado, caso a denúncia seja provada falsa, o autor poderá ser responsabilizado judicialmente.

Assista ao vídeo abaixo
 


NOTA À IMPRENSA – Marco Alexandre Souza Serra – Advogado OAB 29667/PR