Na ocasião, o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, expôs as consequências da instabilidade no fornecimento de energia elétrica por parte da Copel, que tem causado prejuízos milionários para a produção agropecuária estadual.
“No Paraná, a energia elétrica passou a ser um fator de risco para a atividade rural. O produtor convive com quedas frequentes no fornecimento, oscilações constantes de tensão, demora excessiva no religamento, queima de equipamentos, prejuízos financeiros e morte de milhares de animais”, afirma.
“No meio rural, a situação é ainda mais grave”, salienta o presidente do Sistema FAEP. “Existe um distanciamento entre o desempenho registrado nos sistemas e aquilo que o produtor vivencia diariamente. Isso revela um problema de eficiência operacional, de gestão e de prudência nos investimentos, o que causa desdobramentos desastrosos no campo”, complementa.
“As oscilações de tensão desarmam linhas de produção nas indústrias. As linhas de produção param, há perda de matéria-prima, há problemas de retrabalho, e a oscilação não é medida”, diz o superintendente da FIEP.
Em Tupãssi, no oeste do Estado, uma interrupção prolongada no fornecimento de energia resultou na perda de cerca de 900 mil quilos de tilápia, com prejuízo estimado em R$ 9 milhões. Já em São Miguel do Iguaçu, também na região oeste, uma falha no fornecimento causou a morte de 20 mil frangos.
Meneguette lembrou ainda de um terceiro caso, ocorrido no município de Cruzeiro do Sul, no fim de março. Lá, um produtor de ovos ficou seis horas seguidas sem energia em sua propriedade. Isso atrasou o processamento dos ovos e, consequentemente, a entrega dos produtos nos supermercados da região.
“Sem energia não há produção agropecuária, não há geração de emprego e renda, não há um setor forte e pujante segurando a economia estadual e nacional e não há alimentos na mesa do brasileiro e do mundo”, concluiu o presidente do Sistema FAEP.
















