Tempo estimado de leitura: 6 minutos
Quando a bola começar a rolar na Copa 2026, o Brasil estará entre as seleções favoritas a vencer o torneio. Não pelo que já conquistou no passado, mas sim pelo potencial que demonstra e pelo que poderá sob o comando de Carlo Ancelotti. A classificação para as fases eliminatórias é mais do que uma obrigação, mesmo tendo pela frente a melhor seleção africana da atualidade, Marrocos. A Escócia e o Haiti, que voltam à competição, completam o Grupo C.
Além do potencial do Brasil, é preciso entender que há outras seleções capazes de lutar pelo título e que contam com jogadores em melhor momento de forma. Espanha, França e até a Inglaterra reúnem algum favoritismo, sem esquecer a campeã Argentina e Portugal como possíveis adversários a serem considerados no sonho do “hexa”. Essas são as principais favoritas das Copa do Mundo 2026, segundo as previsões de futebol do Wincomparator, site especializado em palpites de competições.
Os quatro principais dilemas de Carlo Ancelotti
As lesões confirmadas de Rodrygo e Estêvão deixam Carlo Ancelotti com menos opções para a ponta direita. Luiz Henrique, que após conquistar a Série A e a Libertadores pelo Botafogo se transferiu para o Zenit, da Rússia, tem caminho aberto para a convocação.
Martinelli e até Matheus Cunha também podem atuar nessa posição, ao contrário de Vini Jr. e Raphinha, que dificilmente aparecerão pela direita e precisarão ser compatibilizados. Rayan, que foi opção no Vasco e está crescendo no Bournemouth, ainda é candidato por fora.
Qual será o centroavante titular? Ancelotti não precisa apostar sempre no mesmo atacante, mas João Pedro, do Chelsea, parte como favorito à primeira titularidade. Igor Thiago, Endrick e Matheus Cunha disputam as demais vagas na convocação.
Quem serão os laterais direitos? Ancelotti já anunciou que Danilo está apto para a posição, mas ela não é seu posto fixo há alguns anos, no Flamengo, tem atuado mais como zagueiro, função que já desempenhou na Juventus. Yan Couto, do Borussia Dortmund, e Vanderson, do Monaco, são as outras alternativas, assim como Éder Militão, do Real Madrid, que também conhece bem a lateral direita.
Serão pelo menos seis os meias e volantes na convocação. Lucas Paquetá, atualmente no Flamengo, será a maior dúvida de Ancelotti, enquanto Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho e Andrey têm lugar garantido na Copa. Danilo Santos, agora no Botafogo, é outra boa opção disponível. É aqui que entra a hipótese Neymar: o Menino da Vila poderia ser convocado como meia-atacante, no lugar de um dos meias. Será Neymar a surpresa da convocação?
O primeiro adversário: Marrocos
O jogo de estreia é, teoricamente, o mais difícil. Marrocos, a grande sensação da última Copa, no Catar em 2022, enfrentará o Brasil em 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), no Estádio MetLife, em Nova Jersey, o mesmo palco da grande final do torneio. O histórico quarto lugar na última edição impõe respeito.
Os Leões do Atlas se preparam também para ser um dos países-sede da Copa 2030, ao lado de Portugal e Espanha, e querem deixar mais uma boa imagem ao mundo do futebol. Hakimi, do PSG, e Brahim Díaz, do Real Madrid, são as principais figuras de uma seleção que vai exigir o melhor do Brasil.
O segundo adversário: Haiti
O Lincoln Financial Field, na Filadélfia, receberá o segundo jogo do Brasil, no dia 19 de junho, às 22h (horário de Brasília). Pela frente, uma das grandes surpresas do quadro: o Haiti. Após décadas de ausência, todo um povo haitiano e caribenho vive dias de sonho com a classificação para a Copa, 52 anos depois da última participação.
O elenco é formado por vários jogadores que atuam na América do Norte, mas também na Europa, o que dá um caráter mais profissional ao time, que se saiu bem nas eliminatórias da CONCACAF, onde eliminou, por exemplo, a Costa Rica.
O terceiro adversário: Escócia
Em Miami, às 19h (horário de Brasília), o Brasil encerrará no dia 24 de junho sua participação na fase de grupos, antes do mata-mata, diante da Escócia, representante europeia do Grupo C. As participações na Eurocopa e a presença constante nas competições da UEFA têm dado experiência à seleção escocesa, com vários jogadores atuando na elite do futebol europeu, especialmente na Premier League.
A principal figura da seleção atua, porém, na Itália: Scott McTominay, meia de grande qualidade que defende o Napoli. O experiente Andrew Robertson e o meia do Aston Villa, John McGinn, são outras referências do time.
Os possíveis adversários no mata-mata
Pela primeira vez, o torneio contará com uma fase de 16avos de final, anterior às oitavas, em razão do número recorde de participantes: 48 seleções. Dos 12 grupos, avançam os dois primeiros colocados de cada chave, além dos oito melhores terceiros. Embora tudo possa acontecer antes do mata-mata, o Brasil já sabe quais adversários poderá enfrentar caso termine em primeiro no Grupo C.
Nos 16avos de final, o Brasil jogaria no dia 29 de junho, em Houston, contra o segundo colocado do Grupo F, Japão, Holanda ou Suécia. Nas oitavas, o adversário seria o segundo colocado do Grupo E ou do Grupo I, com Equador, Noruega ou Senegal no caminho, ou até a Alemanha, caso os germânicos não vençam seu grupo.
Dali em diante, o exercício se torna mais difícil, pois depende de muitos fatores, mas se os favoritos cumprirem seu papel, o Brasil pode encontrar Portugal ou… a Argentina na semifinal. Confrontos em que tudo será possível. O sonho do “hexa” está vivo!
















