Um novo ciclone extratropical previsto para se formar nas proximidades do Uruguai deve provocar uma mudança importante no tempo e aumentar o risco de temporais no Paraná na reta final do inverno. A formação do sistema é esperada entre domingo, 20, e segunda-feira, 21, e deve contribuir para a organização de uma nova frente fria sobre o Sul do Brasil.

Segundo a Climatempo, os estados da Região Sul concentram a maior atenção para episódios de tempo severo associados ao sistema. A combinação entre o ciclone, a frente fria e a disponibilidade de umidade na atmosfera pode favorecer chuva intensa, fortes rajadas de vento, grande quantidade de raios e eventual queda de granizo.
O Paraná está entre os estados que podem ser atingidos pela instabilidade. Antes mesmo da formação do ciclone, porém, o tempo começa a mudar no Estado, com aumento gradual das condições para chuva a partir de sexta-feira.
Chuva começa antes da formação do ciclone no Paraná
De acordo com a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), na sexta-feira, 18, a formação de um sistema de baixa pressão nos países vizinhos aumenta gradualmente as condições para chuva, principalmente no Oeste e Sudoeste paranaense.
No Leste do Estado, a circulação dos ventos provenientes do oceano deve manter maior cobertura de nuvens, além de favorecer chuviscos e chuvas fracas.
A instabilidade ganha força no sábado, 19. Neste dia, as áreas de chuva avançam e devem alcançar todas as regiões do Paraná.
No domingo, 20, quando os modelos meteorológicos indicam a possibilidade de formação do novo ciclone extratropical próximo ao Uruguai, a chuva continua atingindo vários setores paranaenses. A tendência é de maior intensidade no interior do Estado.
A maior atenção está voltada para o período entre domingo, 20, e segunda-feira, 21. Os modelos meteorológicos indicam condições para a formação de um ciclone extratropical nas proximidades do Uruguai.
O sistema deve contribuir para organizar uma nova frente fria, reforçando a instabilidade inicialmente sobre o Sul do Brasil.
Segundo a Climatempo, o maior risco de tempo severo associado a essa configuração meteorológica está justamente nos estados do Sul. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem registrar episódios de chuva intensa, ventos fortes, raios e granizo.
Além dos três estados sulistas, a instabilidade relacionada à passagem da frente fria também pode atingir Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e sul do Espírito Santo.
Paraná pode ter vários dias consecutivos de chuva
A previsão do Simepar indica que a instabilidade não termina com o fim de semana. Na segunda-feira, 21, e terça-feira, 22, as condições continuam favoráveis à ocorrência de chuvas mais frequentes e abrangentes sobre o Paraná.
Com vários dias de instabilidade, os acumulados de precipitação podem aumentar em diferentes regiões do Estado.
A partir de quarta-feira, 23, a tendência é de enfraquecimento gradual da instabilidade, com redução progressiva das chuvas.
Assim, a sequência prevista para o Paraná começa com aumento da instabilidade na sexta-feira, passa por chuva generalizada no sábado e mantém condições para temporais durante o período de formação e atuação do ciclone e da frente fria.
Por que o ciclone aumenta o risco de temporais?
O ciclone extratropical é uma área de baixa pressão atmosférica que pode intensificar os ventos e ajudar na organização de sistemas de chuva. Neste caso, sua formação nas proximidades do Uruguai deve estar associada ao desenvolvimento de uma frente fria.
A atmosfera já vem apresentando condições de instabilidade após episódios de chuva volumosa em partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A circulação de umidade, a passagem de sistemas frontais e a propagação de cavados atmosféricos contribuem para manter condições favoráveis à formação de áreas de chuva.
Com o novo sistema, a tendência é de reforço da instabilidade no fim de semana, especialmente no Sul.
Trajetória do ciclone ainda pode mudar
Apesar de os modelos já apontarem para a possibilidade de formação do ciclone extratropical, a posição exata, a intensidade do sistema e as regiões mais afetadas ainda podem mudar nas próximas atualizações.
Isso ocorre porque a previsão envolve um sistema projetado para vários dias à frente. Pequenas mudanças na trajetória e na intensidade do ciclone podem alterar a distribuição da chuva e dos ventos.
No Paraná, a evolução do cenário deve ser acompanhada ao longo dos próximos dias para determinar quais regiões estarão mais expostas aos temporais e onde poderão ocorrer os maiores acumulados de chuva.
A chegada do novo sistema ocorre justamente nos últimos dias do inverno, reforçando um período de grande variabilidade atmosférica no Estado.
















