Em um momento marcado por emoção, respeito e fé, vizinhos e moradores do condomínio onde a médica maringaense Gassi Mazia, de 37 anos, foi vítima de feminicídio, se reuniram na noite desta terça-feira, 8, para prestar uma homenagem à profissional.
Os moradores soltaram balões e se reuniram na quadra do condomínio para um momento de oração. A iniciativa foi uma forma de manter viva a memória de Gassi e, principalmente, demonstrar solidariedade aos amigos e familiares da médica, que enfrentam um momento de profunda dor.
A homenagem ocorreu dias após o crime que chocou Maringá e teve repercussão em todo o país. Gassi foi encontrada morta, com marcas de esfaqueamento, dentro do apartamento onde morava, no Norte do Paraná.

Conhecida pela simpatia, Gassi havia se tornado mãe recentemente. O filho nasceu em dezembro de 2025. Nas redes sociais, amigos também prestaram homenagens e destacaram o carinho da médica com as pessoas próximas e a dedicação à maternidade.
Médica foi vítima de feminicídio


O principal suspeito do crime é o marido de Gassi, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos. A Justiça decretou a prisão preventiva dele.
João também ficou ferido após o crime e permanece internado em um hospital sob escolta policial. Segundo as informações divulgadas até o momento, assim que receber alta médica, ele deverá ser encaminhado para a prisão.
Trajetória profissional
Gassi se formou em Medicina em 2016, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), no campus de Tubarão. Desde abril de 2019, trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá, após ser aprovada em concurso público.
Além da atuação profissional na área da saúde, Gassi compartilhava nas redes sociais registros de viagens e momentos pessoais. Há fotografias de passagens por países como Bélgica, Itália, Estados Unidos, Suíça, Canadá e Grécia.
Nesta terça-feira, diante da tragédia, moradores do condomínio transformaram o espaço onde ela vivia em um local de homenagem e oração.
















