Um incêndio registrado na manhã desta sexta-feira, 18, em um condomínio às margens da Avenida Colombo, próximo à saída para Sarandi, em Maringá, mobilizou 21 militares do Corpo de Bombeiros e 11 viaturas. Diferentemente das informações iniciais, a ocorrência não teve origem dentro de um apartamento, mas nos shafts da área comum do edifício, entre o 16º e o 17º andar.
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Em entrevista ao GMC Online, a tenente do Corpo de Bombeiros, Angela Godoi, explicou que o incêndio se propagou pelos shafts — espaços internos por onde passam tubulações e instalações elétricas — e atingiu a estrutura entre o 15º e o 20º andar.
Segundo a militar, a informação inicial é de que a causa teria sido elétrica. O calor provocado pelo incêndio atingiu a tubulação responsável pelo abastecimento de água. Com a liberação da água, os focos acabaram sendo apagados, mas diversos pavimentos e o corpo da escada ficaram alagados. A causa e as circunstâncias da ocorrência ainda deverão ser analisadas pela perícia.
Fumaça preta e densa dificultou saída dos moradores

Embora os focos tenham sido controlados pela própria ação da água, o incêndio provocou uma grande quantidade de fumaça preta, densa e tóxica, característica da queima de materiais presentes na fiação elétrica.
A fumaça se espalhou pelos halls de acesso aos apartamentos e também chegou ao corpo da escada de emergência. De acordo com o Corpo de Bombeiros, alguns militares identificaram que objetos como banquetas, rodos e extintores estavam mantendo abertas as portas corta-fogo da antecâmara da escada.
Com as portas abertas, a fumaça acabou avançando para a escada, o que atrasou a evacuação de alguns moradores.
Um vídeo encaminhado ao GMC Online mostra a situação dentro do condomínio durante a ocorrência. Nas imagens, um corredor aparece completamente tomado pela fumaça, com a visibilidade bastante prejudicada. Em determinado momento, um morador abre a porta de acesso e se depara com uma equipe do Corpo de Bombeiros trabalhando no local.
Bombeiros utilizaram exaustor para retirar fumaça
Para liberar as áreas internas do prédio, as equipes utilizaram um exaustor, realizando a retirada da fumaça de baixo para cima.
Segundo a tenente, não houve vítimas encaminhadas para atendimento médico. Uma equipe do Samu permaneceu no local com oxigênio para auxiliar os moradores que apresentassem necessidade.
A movimentação, no entanto, provocou apreensão entre os moradores, principalmente entre aqueles que tentavam localizar familiares. Conforme o Corpo de Bombeiros, as pessoas que permaneceram dentro dos apartamentos estavam em segurança, já que a fumaça não havia entrado nas unidades.
Com o início da ventilação e a retirada da fumaça da escada, os moradores puderam voltar a circular pelo prédio.
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Duas pessoas com mobilidade reduzida precisaram de auxílio
Durante a operação, os bombeiros também precisaram auxiliar duas pessoas com mobilidade extremamente reduzida, que estavam em andares altos do edifício.
Uma delas estava no 23º andar e outra no 25º andar. Segundo a equipe, foi necessário utilizar cadeiras para auxiliar os moradores na descida pelas escadas, de forma cuidadosa, até que pudessem deixar o local em segurança.
O incêndio mobilizou, além do Corpo de Bombeiros, equipes do Siate, Samu e Polícia Militar. A ocorrência ainda deverá passar por análise e perícia para esclarecer com precisão a origem e as circunstâncias do incêndio.
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