O tradicional churrasco de fim de semana ganhou um aliado de peso no quesito segurança e praticidade. Wilian Biolo, um empreendedor residente na cidade de Pareci Novo, no interior do Rio Grande do Sul, desenvolveu um saco de carvão tecnológico que acende “sozinho”. A inovação, que elimina o uso de líquidos inflamáveis e métodos perigosos, rapidamente caiu nas graças do público e transformou o projeto local em uma empresa de faturamento milionário.
Criação e os 200 Protótipos
A trajetória até o produto perfeito exigiu resiliência. Para que o carvão acendesse de forma autônoma e totalmente segura, Biolo mergulhou em um intenso processo de pesquisa e desenvolvimento. Foram necessários cerca de dois anos de testes práticos e a elaboração de mais de 200 protótipos até que o produto final estivesse pronto para as prateleiras. Hoje, a operação conta com um galpão estruturado e quatro funcionários dedicados à linha de produção.
Expansão e Faturamento
O reflexo dessa dedicação apareceu rapidamente nos números. O carvão é comercializado em embalagens de três e quatro quilos, com um preço médio de R$ 32, e já é distribuído para diversos estados do país. A produção mensal atinge a marca de 5 mil pacotes. Financeiramente, o crescimento foi exponencial: a empresa, que faturou cerca de R$ 62 mil em seu primeiro ano de operação comercial, viu suas receitas dispararem e encerrou o ano de 2025 com a impressionante marca de R$ 1 milhão em faturamento.
Segurança como Inspiração
O grande diferencial do produto nasceu da junção de duas paixões e vivências do criador. Desde jovem, Wilian teve contato direto com o manuseio de churrasqueiras trabalhando em uma churrascaria da família. Essa experiência no setor de alimentação somou-se aos seus mais de 20 anos de atuação como bombeiro voluntário, onde lidava frequentemente com incêndios e a urgente necessidade de prevenção de acidentes domésticos causados pelo manuseio incorreto de fogo, resultando na criação de uma solução limpa e à prova de falhas.
















