Nesta sexta-feira (22), Sancor foi apresentado oficialmente em Londrina, para onde irá transferir o projeto. Clube fala em “falta de garantias” para seguir na Cidade Canção. Prefeitura de Maringá afirma ter atendido todas as reinvindicações, mas ficado sem resposta.
A Prefeitura de Maringá afirmou que “fez o possível” para manter o Sancor Vôlei na Cidade Canção. Nesta sexta-feira (22) a equipe, que disputa a Superliga Feminina, foi oficialmente apresentada em Londrina, para onde irá transferir o projeto e base de atuação a partir da próxima temporada.
O imbrólgio envolvendo a não continuidade do time em Maringá se arrasta desde março. Oficialmente, a equipe teria solicitado um aporte anual para o time profissional, para a Prefeitura de Maringá, para seguir na cidade. Enquanto o município afirma ter acatado as reivindicações, o Sancor diz que trocou Maringá por Londrina por “falta de garantias”.
Em comunicado enviado à imprensa nesta sexta (22), a Prefeitura de Maringá afirmou que ouviu, ao longo dos últimos meses, as reivindicações da equipe e que havia deixado claro o interesse que o projeto não deixasse o município. Segundo o Executivo, a Secretaria de Esportes só tomou conhecimento da “crítica situação financeira do time” em março deste ano, semanas após o Sancor receber o convite da Prefeitura de Londrina.
Tanto Prefeitura de Maringá quanto a diretoria do time confirmam o valor exigido para a permanência na cidade: R$ 800 mil anuais, sendo R$ 300 mil depositados de forma emergencial até 30 de maio deste ano para o pagamento de pendências. Neste ponto, as versões divergem: enquanto a Prefeitura de Maringá afirma que “acolheu essas demandas, sem qualquer negativa ou omissão”, o time declarou, em nota oficial na quinta-feira (21), que as negociações se estenderam “sem uma garantia definitiva e sem a confirmação das condições inicialmente apresentadas pelo clube”.
No comunicado desta sexta (22), a Prefeitura de Maringá afirma que o time de vôlei já havia tirado o piso do Ginásio Chico Neto e levado o material para Londrina desde o dia 3 de abril. Ainda conforme o município, em reunião na última quarta-feira (20), o prefeito Silvio Barros (PP) havia apresentado as garantias de que os R$ 300 mil emergenciais poderiam ser depositados no prazo solicitado, via emendas parlamentares, com os outros R$ 500 mil restantes se viabilizando por meio de parceiros. Em tal reunião, no entanto, o clube não teria dado resposta pela permanência.
No mesmo material, a Prefeitura de Maringá agradeceu ao time profissional “pelo trabalho desenvolvido no município” e destacou que o trabalho social e de formação de base da Associação Maringaense de Voleibol (Amavolei) continuará sendo realizado na cidade, sem mudanças, atendendo centenas de crianças e adolescentes do município.
O secretário de Esportes Paulo Biazon reforça que a gestão investiu só em 2026 cerca de R$ 6 milhões no esporte. “Neste ano, a Prefeitura investiu o maior valor dos últimos tempos em modalidades esportivas. Com esse dinheiro, conseguimos democratizar o esporte, atendendo projetos das mais variadas modalidades. Entendemos que o esporte é essencial na formação de crianças, jovens e adultos e vamos continuar a investir para que possamos atender o maior número possível de pessoas”, diz.
















