A mobilização, organizada pelo sindicato da categoria (SISMMAR), registrou um comparecimento acima do esperado, obrigando a transferência da reunião do auditório para o estacionamento da sede administrativa.
O ponto central da insatisfação é a revogação da escala 12×60, modelo adotado por diversos setores da saúde municipal há cerca de 17 anos. Segundo os representantes dos trabalhadores, a mudança foi anunciada sem um processo prévio de diálogo com a categoria e pode acarretar prejuízos, como impacto funcional, já que deverá ocorrer uma reorganização abrupta das rotinas nas unidades de saúde.
Servidores falam ainda em dificuldade de adaptação dos trabalhadores que organizaram suas vidas sociais e financeiras em torno da jornada atual. O sindicato alega que a medida carece de embasamento legal sólido e fere princípios administrativos como o interesse público e a eficiência.
De acordo com a liderança sindical, houve tentativas de contato com o secretário de Saúde, Antonio Carlos Nardi, ao longo da última semana para buscar esclarecimentos sobre a motivação técnica do decreto, mas não obtiveram respostas satisfatórias. A categoria teme que a prefeitura tente enviar um projeto de lei à Câmara Municipal para referendar a mudança, o que poderia estender as alterações também para os servidores das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
O “estado de greve” funciona como um alerta, indicando que a categoria pode paralisar as atividades caso as negociações não avancem. Para dar visibilidade à pauta, os servidores aprovaram um cronograma de ações para os próximos dias, que prevê uma manifestação no centro da cidade no próximo dia 16.
Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Saúde de Maringá não havia se pronunciado oficialmente sobre a decisão da assembleia.
















