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Encerrada a participação na Superliga Feminina 2026, o Sancor Vôlei ainda não sabe qual será a cidade-sede do projeto para a temporada que vem. Com proposta para transferir o projeto para Londrina, o clube vive o silêncio da Prefeitura de Maringá com relação as reivindicações para manter o time na Cidade Canção.
Na última sexta-feira (3), o clube foi eliminado dos play-offs da Superliga no tie-break, no Chico Neto, para o Minas, uma das principais potências da modalidade, por 3 sets a 2. Nesta segunda (6) completa-se 1 semana do prazo no qual a Prefeitura de Maringá havia prometido um retorno sobre as revindicações do time, que pede cerca de R$ 500 mil anuais do poder público para custear despesas operacionais.
Conforme apurado pela reportagem, na terça (31) o Executivo pediu mais prazo para um retorno e solicitou que o Sancor detalhasse melhor as demandas solicitadas. Atualmente, o dinheiro captado pela equipe com patrocínios privados serve para o pagamento de salários das atletas que, conforme o próprio clube, têm propostas para ganhar mais em outros times da Superliga.
O departamento esportivo e auxiliares técnicos que atuam no projeto recebem ajuda de custo. Nenhum deles vive exclusivamente do vôlei, com todos tendo outros empregos em horário comercial. Na temporada 2026, o Sancor Maringá teve a segunda folha salarial mais baixa da Superliga, custando cerca de R$ 250 mil mensais.
Conforme o treinador, Aldori Júnior, os R$ 500 mil anuais serviriam para custear viagens, alimentação, transporte e apoio logístico para as atletas no decorrer das competições em cada temporada.
“Nós temos muita intenção de ficar aqui em Maringá, esse projeto existe aqui desde a década de 90, hoje o projeto atende mais de 400 crianças, então é muito mais do que só a Superliga e a gente tem essa intenção. Só que desde o ano de 2019 nós estamos na Superliga A, então todos os nossos colaboradores, eles são realmente colaboradores, eles recebem ajuda de custo.Técnico, auxiliar, assistente, estatístico, fisioterapeuta, todos eles têm suas profissões fora daqui e trabalham aqui em segundo plano. Todo mundo aceitou trabalhar por esse valor muito pequeno por um sonho. O nosso operacional hoje, que foi a nossa pedida ali para a Prefeitura, ela fica um pouco abaixo de R$ 50 mil por mês. Isso não inclui salários, pois o município não pode arcar com isso, mas paga viagem, alimentação, transporte, fisioterapia. Tendo esse recurso livre, eu consigo remanejar o que recebemos de patrocínio para pagar nossos profissionais”, explicou, em coletiva de imprensa no dia 27 de março.
A reportagem procurou a Prefeitura de Maringá para comentar o assunto, mas não teve retorno até o fechamento desta publicação.
















