O Paraná se consolidou como a principal referência nacional na digitalização do ensino público. De acordo com a 13ª edição do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026, o estado ocupa a primeira posição do Brasil no ranking de conectividade escolar. O levantamento revela que 84,4% das escolas paranaenses alcançaram o nível 5 a nota máxima do indicador, o que comprova a oferta de energia elétrica adequada, internet de alta velocidade e boa distribuição de sinal Wi-Fi. O índice estadual supera a média brasileira, que é de 67,9%.
Para alcançar a marca de 100% das instituições da rede estadual conectadas, a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) adotou estratégias múltiplas. Além de migrar 85% da rede (cerca de 1,8 mil colégios) para conexões de fibra óptica, o governo buscou soluções para áreas isoladas. Em localidades rurais, indígenas, quilombolas e insulares sem provedores locais, foram instaladas mais de 150 antenas de satélite de baixa órbita da Starlink. Apenas na melhoria da infraestrutura de rede, foram aportados R$ 38,6 milhões no último ano.
Laboratórios e equipamentos para os alunos O estado também se distanciou das médias nacionais na infraestrutura física voltada à tecnologia. O Paraná é o líder brasileiro em presença de laboratórios de informática nas escolas de anos finais do Ensino Fundamental, com o índice de 96,1% (a média nacional é de apenas 45,5%). No Ensino Médio, os laboratórios estão presentes em 96,8% das unidades paranaenses, garantindo a primeira colocação na região Sul e a segunda no país.
Claudio Aparecido de Oliveira, diretor de Tecnologia e Inovação da Seed-PR, destaca que a infraestrutura muda a rotina educacional. “Os laboratórios possibilitam o uso de plataformas, permitindo que os alunos avancem no seu próprio ritmo. Para os gestores e professores, o ambiente tecnológico oferece acesso a simulações, pesquisas orientadas e enriquecimento do plano de aula”, explica. Para sustentar esse avanço, o Governo do Paraná investiu mais de R$ 220 milhões em 2025, adquirindo dezenas de milhares de chromebooks, desktops, tablets e telas interativas, além de apoiar as redes municipais através do programa Educa Juntos.
Sonora do Claudio Aparecido de Oliveira, diretor de Tecnologia e Inovação (DTI) da Secretaria de Estado da Educação:
















