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Quando o El Niño chega no Paraná? Veja cidades mais afetadas

Quando o El Niño chega no Paraná? Veja cidades mais afetadas

O Paraná já começa a sentir os primeiros efeitos do fenômeno climático El Niño, que deve ganhar força ao longo dos próximos meses e atingir intensidade forte a muito forte entre a primavera e o verão. 

De acordo com os meteorologistas, o estado deve passar por um período de maior instabilidade climática, com aumento da frequência de temporais, chuvas persistentes e elevação gradual das temperaturas.

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Foto: Prefeitura de Maringá

A expectativa dos especialistas é de que o fenômeno se intensifique durante o inverno e atinja seu pico no segundo semestre. Isso significa que os efeitos mais perceptíveis no Paraná tendem a aparecer de forma progressiva, começando com mudanças no padrão de temperaturas e avançando para episódios mais intensos de chuva.

Quais são os principais efeitos esperados no estado?

Com a configuração atual apontando para um evento forte a muito forte, o Paraná deve enfrentar:

  • Chuvas acima da média histórica
  • Maior frequência de temporais
  • Temperaturas mais elevadas em comparação ao padrão de inverno
  • Maior risco de alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis

Segundo os meteorologistas, o aquecimento do oceano Pacífico altera o transporte de umidade para a região Sul, intensificando a formação de áreas de instabilidade.

Cidades do Paraná mais suscetíveis aos impactos

Embora o fenômeno atinja todo o estado, algumas regiões tendem a sentir os efeitos com mais intensidade devido às características geográficas e urbanas.

Entre as áreas mais suscetíveis estão:

  • Curitiba e região metropolitana, com risco maior de chuvas persistentes e alagamentos
  • Londrina e norte do estado, com aumento de temporais e variações bruscas de temperatura
  • Maringá e noroeste, com períodos de chuva intensa intercalados com calor acima da média
  • Cascavel e oeste paranaense, com risco de tempestades mais severas
  • Foz do Iguaçu e região fronteiriça, com episódios de chuva volumosa em curtos períodos

Na prática, o fenômeno tende a reduzir a frequência de ondas de frio intenso e aumentar a presença de massas de ar mais quentes e úmidas. Isso cria um ambiente mais favorável para chuvas prolongadas e eventos climáticos extremos.

A tendência, segundo os especialistas, é de um inverno menos rigoroso e de uma primavera marcada por instabilidade crescente, com impacto direto na rotina das cidades e na agricultura do estado.