A tecnologia de ponta e a inteligência coletiva tomaram conta das discussões estruturais da feira nos últimos dias. A 7ª edição do Hackathon da Expoingá 2026 encerrou suas atividades provando que a ciência brasileira tem respostas inovadoras para os antigos gargalos da cadeia produtiva. Promovida pela Sociedade Rural Jovem, a maratona tecnológica reuniu mais de 180 participantes focados na resolução de um desafio crucial para o meio ambiente e a economia: o “Manejo e Monetização de Resíduos” no agronegócio.
Competição e o Desafio Tecnológico
O evento ocorreu entre os dias 11 e 13 de maio, criando uma verdadeira imersão empreendedora cujas atividades se dividiram entre o Auditório Cresol, localizado dentro do Parque Internacional de Exposições, e a sede da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM). A dinâmica do Hackathon exigiu o agrupamento de mentes complementares. Foram formadas equipes multidisciplinares que mesclaram conhecimentos complexos, integrando jovens especialistas das áreas de tecnologia da informação, agronomia, inteligência artificial, zootecnia e ciências contábeis.
Projeto Vencedor e o Pódio Sustentável
A consagração ocorreu após dez equipes finalistas apresentarem novamente seus projetos para o crivo de uma rigorosa banca avaliadora. O grande destaque e o primeiro lugar ficaram com o grupo Wildlife Alliance (formado por Ismael Berti, Julia Ignes, Laura Cicília, Larissa Leite, Amanda Cristina e Jheniffe Isabelle). O projeto vencedor impressionou por sua aplicabilidade: um sistema biológico de recirculação de água com filtros e desinfecção UV que produz biopolímeros capazes de substituir os poluentes plásticos derivados do petróleo. Completando o pódio de ideias transformadoras, o segundo lugar e a premiação de R$ 3 mil ficaram com a equipe Control Girls, e o terceiro lugar (R$ 2 mil) foi conquistado pelo grupo Omicron.
Visão de Futuro e Impacto no Campo
O principal legado do Hackathon da Expoingá é o estímulo imediato ao surgimento de startups voltadas ao “AgroTech”. A presidente da Sociedade Rural Jovem, Vanessa Vargas, defendeu a resiliência no processo criativo: “Este é um espaço para testar ideias e conviver com pessoas inovadoras, porque o nosso setor precisa disso”, disse. O organizador do evento, Cesar Fornazaro, também pontuou que o grande combustível do encontro é expor os jovens aos desafios reais do campo, instigando o raciocínio prático e focado no mercado. “Queremos que essas soluções se tornem empresas e gerem impacto no futuro”, enfatizou o organizador, celebrando o nível de excelência tecnológica atingido nesta edição.
















