A empresa, que atua em conjunto com a Selt Engenharia, protocolou a solicitação junto à Prefeitura de Maringá em meio a um cenário de crise operacional. Desde o ano passado, o Consórcio já foi notificado pelo menos 30 vezes e acumula multas por descumprimento de contrato que somam mais de R$ 806 mil.
Segundo Mussio, a execução financeira do projeto também reflete o momento conturbado: do contrato total de R$ 169 milhões, o município repassou apenas R$ 5,6 milhões até agora – o que representa apenas 3,3% do valor previsto. O baixo percentual de pagamento está atrelado às falhas na prestação do serviço e às sanções aplicadas.
O Instituto que faz o papel de Verificador Independente do contrato, apontou diversas irregularidades na execução do serviço e recomendou que a Prefeitura faça o bloqueio de parte dos pagamentos à empresa. (Leia a reportagem aqui).
Procurada pela reportagem, a Enel X se manifestou, discordando dos apontamentos do órgão verificador. Leia abaixo a nota oficial da empresa.
NOTA OFICIALO Consórcio Luz de Maringá informa que discorda dos apontamentos e das avaliações que resultaram na redução da nota atribuída, bem como da consequente recomendação de retenção de valores na Contraprestação Mensal.
Vale destacar que diversas inconsistências e divergências apontadas no referido relatório já foram objeto de manifestação prévia por parte do Consórcio, tendo sido devidamente fundamentadas e apresentadas em relatórios anteriores, nos quais constam justificativas técnicas detalhadas que, até o momento, não foram plenamente consideradas ou superadas.
O Consórcio informa, ainda, que no mês de janeiro foi formalmente solicitada a abertura de um Comitê Técnico, com o objetivo de promover a análise conjunta e aprofundada dos itens de discordância ainda pendentes entre as partes. Tal iniciativa visou justamente a resolução dos pontos controversos que permanecem em impasse, de modo a assegurar o alinhamento técnico e contratual necessário à adequada avaliação dos indicadores.
















