O Ministério Público do Paraná, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Maringá, deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Armeiro. A ação resultou na prisão preventiva de três policiais militares e no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Maringá e Mandaguaçu.
As investigações, iniciadas em março de 2025, revelam um cenário alarmante de corrupção e criminalidade dentro da segurança pública. Segundo o MPPR, os policiais detidos são suspeitos de integrar uma organização criminosa, atuando diretamente no tráfico de drogas e em crimes violentos.
O nome da operação faz alusão a um dos policiais investigados, que teria a função de fornecer armamento de grosso calibre, incluindo fuzis, para o narcotráfico. De acordo com as apurações, o grupo não apenas protegia criminosos, mas também realizava cobranças violentas, intimidações e até assassinatos por encomenda.
O esquema era operado de forma estruturada e habitual. O Gaeco apurou que os militares utilizavam as fardas e a função pública para:
- Realizar tratativas diretas com traficantes;
- Manipular ocorrências e forjar flagrantes;
- Desviar drogas apreendidas para revenda;
- Destruir provas e cometer fraudes processuais;
- Agredir cidadãos durante abordagens para garantir a manutenção do esquema.
As ordens judiciais, expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, visaram não apenas os três PMs (que já estão detidos), mas também três pessoas físicas e duas empresas que estariam ligadas à rede criminosa. A operação contou com o apoio do 4º Batalhão de Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da corporação.
















